O que faz você feliz? - Texto de 6.09.2016

15:12

Também tem dessas: começar a escrever um dia e terminar três dias depois. ♥

Atibaia, 2 de setembro de 2016
Ouvindo “Músicas para Relaxar” – muito bom, por sinal. O link é este aqui.
Enquanto escrevo no blog, minha perna direita balança o carrinho para ninar Miguel, que esta semana ficou especialmente manhoso por conta da reação da vacina que tomou na segunda-feira. O papel de mãe não cessa jamais!
Eu me pergunto: “quantas Lillians cabem em mim?”, “de quantas delas sou feita?”, “quais delas já deixei pra trás?”
Em que momentos meu coração se sente mais feliz? Em que momentos me sinto realmente presente, inteira, plena?
Para decidir o que é o melhor para nós, não há outro caminho que não a internalização, o olhar pra dentro, conhecer-nos de tal forma até termos certeza do que nos faz bem, até estarmos certos do limite de intromissão que o outro deve ter em nossa vida, em nossas decisões, do que queremos ou não permitir. É um caminho sem volta! Precisamos mexer, mexer, remexer, ouvir e ver o que não é bom, ressignificar, desaprender, desconstruir verdades.
Voltei para a terapia. Inicialmente não havia nada de preocupante, nada fora de órbita. Voltei para equilibrar algumas questões que sinto dificuldade em encontrar respostas por mim mesma. E também porque se o outro não nos mostra caminhos, existe uma chance grande da auto-sabotagem acontecer e de sempre culparmos o cosmos por algo que é responsabilidade inteiramente nossa e que com alguns comportamentos, tornam-se escondidos meio a máscaras, julgamentos e apontamentos.
Gosto de me nutrir deste auto-conhecimento e descobrir o quanto ainda tenho a caminhar e o quanto é possível tornamo-nos mais leves ao querer e permitir estas mudanças.
Acredito que estamos sempre em transformação, fruto de relacionamentos, novas vivências, novas experiências, novos meios. Por isso, quem eu fui ontem pode condizer com absolutamente nada de quem sou hoje. Estar atento aos sinais é sempre necessário para observar o modo como estamos vivendo, observar o que não convém mais permanecer da mesma maneira, observar como tem sido nosso discurso.
Percebo que vivo uma lacuna desde que me tornei mãe; não deu tempo de enxergar quem eu era e quem eu fui, exatamente porque assim que meus filhos nasceram, não sobrava tempo para esta reflexão. Até que eu percebi o quanto esta anulação estava me fazendo mal.
Desde que voltei a olhar pra mim, a investir tempo e cuidados, ainda que em doses homeopáticas, venho sentindo um novo despertar, pouco a pouco. É como se eu sentisse ter chegado finalmente o momento de deixar a garotinha pra trás para dar espaço a esta mulher que venho me tornando, mais madura, mais forte. Pensar nisso me traz muitas sensações, algumas nem tanto confortáveis, mas necessárias.
É como se realmente os 30 anos que ficaram pra trás fechassem um ciclo bonito da minha história, mas ainda infantilizado. Agora, com os 31 chegando, com a família formada e com tantos sonhos e planos, a necessidade de sentir na pele a transformação da maturidade se tornou irreversível.
Um profundo mergulhar em memórias. Sei que terei momentos de perdas de ar, mas sei também que de repente, na superfície, terei a visão repentina do horizonte todo ali a minha frente, me convidando para um grande e belo contemplar.
Que venha o processo! ♥
Meu beijo,
L.

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