Escrevi e não postei - Então ele chegou... ANJO MIGUEL

08:46

Atibaia, 8 de março de 2016.
Ouvindo “Liberdade” – Marcelo Camelo
Três semanas atrás, Miguel já estava totalmente encaixado. As dores pélvicas já haviam começado. 40 semanas completas. Eu e minha médica havíamos conversado durante todo o pré natal sobre esperar este momento e fui respeitada do início ao fim, o que me trouxe uma grande alegria e tranquilidade. Era quinta-feira e durante a consulta citamos novamente as condições para que meu VBAC acontecesse de forma satisfatória. Decidi esperar pelo final de semana para ver se as dores evoluíam para o trabalho de parto. Sexta, sábado… nada! Domingo acordei com uma melancolia estranha, chorava por tudo. No café da manhã, olhava o Lu brincando com o Beni e tinha vontade de colocá-los dentro de uma caixinha para que nada, nada, nada de ruim pudesse acontecer jamais com a minha família. E durante todo o dia foi assim: sorrisos de contentamento e lágrimas de gratidão misturadas com medo. É estranho como às vezes a calmaria da vida e plenitude pelas pequenas coisas nos traz questionamentos sobre os motivos para sentirmos tamanha sorte e ao mesmo tempo pensar que tudo é tão único e rápido que nos faz temer os próximos segundos. Já viveram esta ambiguidade?
Curti o domingo como nunca, aninhada aos meus amores. Dormi bem e mais dores. Conversei com minha médica, que estaria de plantão na segunda-feira e ela me disse que poderia fazer meu parto. Miguel já estava pronto! 
Assim, no dia 22 de fevereiro de 2016, às 11h44, a família mudou de cenário. Miguel chegou com choro forte e mostrando a que veio, deixando todos os meus traumas e fantasmas pra trás, fazendo nascer espaço para as novas experiências, os novos questionamentos, a nova rotina familiar, a nova maestria.
Curti a tranquilidade e a paz de um parto respeitoso, com música e carinho da minha médica e grude no meu menino desde a hora em que nasceu. Foi incrível me recuperar da anestesia tendo meu filho ali do meu lado, tão lindo, tão perfeito, tão rosinha, tão deliciosamente esperado. Como foi bom me sentir bem. Como foi bom receber pessoas. Como foi bom vivenciar este momento único! 
Meu coração de mãe explodia de felicidade por esta chegada. Às 17h30 daquele mesmo dia 22 de fevereiro, no dia e momento em que completava 1 ano e 7 meses de vida, meu primogênito adentrou o quarto da maternidade com um sorriso que só ele tem, sem entender um tanto de coisas, mas com um carinho fraterno com o irmão que tocou e adentrou minh’alma.
E então nós, que horas antes éramos três, finalmente nos tornamos quatro.
Dois dias depois senti finalmente a plenitude quando, enfim, estávamos todos no ninho novamente. Cansaço, noites sem dormir, cafés em abundância virarão história pra contar em pouco tempo. Estar aproveitando o melhor e o desafiador da vida, vivenciando a saúde e a deliciosa sensação da construção familiar é uma vez só. Único.
A infância deles só acontece uma vez. Aproveitarei, pois!
E assim recomeçamos nossa história. 



Que venham os próximos capítulos…🙂
L.

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