Eu - Lillian :)

10:17

Atibaia, 11 de novembro de 2016. 

Ouvindo "O Bosque das Fadas" - Enya


Já tinha tanto tempo que não escrevia neste Blog. Até tinha colocado muitas das postagens daqui no outro blog que criei pra falar exclusivamente da minha experiência materna, mas foi aqui onde tudo começou e ando com saudade de ter meu espaço de diário de vida de volta. 

Foi neste blog que lá em 2006, no auge da minha crise emocional, comecei a escrever novamente e vi o quanto isso me fazia bem, já que não tinha muitos amigos - e sim muitos colegas - para desabafar. 

Por muitas vezes tive que me virar nos trinta para restabelecer o meu eixo sem contar com muita gente; muitos desafios enfrentados internamente. Isso fortalece! 

Sempre imaginei que seria mais próxima dos meus irmãos e que algumas trocas fossem acontecer de maneira mais leve, natural; aprendi na terapia que cada um é cada um e não é porque o diálogo sentimental não flui da maneira que eu espero, que quer dizer que não exista sentimento deles por mim. É que sempre soube que amigos vão e vêm e irmãos são pra sempre. Espero que o Beni e o Miguel tenham uma relação mais aberta, próxima e de cumplicidade. :)

De todo modo, por isso e outras coisas sempre gostei de escrever. É o meu meio de fuga, meu escape. Tanto faz se é feito por aqui; quase ninguém lê o que eu posto, tenho quase certeza! 

Tenho sentido vontade de escrever sobre a fase nova que estou começando a viver. Desde maio estou cursando uma pós graduação em Gestão Escolar, vislumbrando o momento em que voltarei ao mercado de trabalho. Tudo aconteceu de repente. Um dia, esgotada, orei pedindo perdão a Deus pelo meu descontrole emocional daquele dia. Tem momentos que a maternidade nos deixa muito vulneráveis e estava vivendo um momento destes: exaustão, desespero, sem saber o que esperar, sem saber o que imaginar para minha vida, com a auto-estima no chão e triste por não estar tendo troca intelectual, por me ter me isolado de tal forma na bolha materna que quase não conseguia mais manter um raciocínio completo. Estava me sentindo atrofiada! 

De repente, apareceu um anúncio sobre o curso de MBA em Gestão Escolar pela Esalq/USP, através do Pecege. Parecia a resposta de Deus me dizendo pra seguir em frente! 

E desde então, toda semana, apesar de difícil, é muito compensadora. Tenho experimentado novas coisas mesmo sem sair de casa, participado de grupos de discussão em educação e não paro de pensar em tantas possibilidades para o futuro educacional dos meus filhos. 

Quarta-feira foi até uma escola aqui em Atibaia chamada "Terra Brasil", escola que meu sobrinho estudou por muitos anos e que me marcou como memória afetiva. Fui conversar com os diretores da escola, Magda e Marco, a fim de mostrar meu interesse em fazer minha monografia sobre a escola, que adota um método diferenciado. Foi um bate papo rápido, mas emocionante pra mim. Era como se eu estivesse recomeçando a enxergar minha identidade na existência, não apenas como mãe, mas como indivíduo com sonhos e vontades próprias. No meio da reunião, precisei me desculpar porque aquele sentimento de liberdade e de voltar a pensar em algo por mim me deixou emocionada, com os olhos marejados. Algo tão sutil mas que me deu uma força tão grande que só penso em estudar, estudar e estudar o quanto puder para contribuir para o local que vai novamente me acolher para que eu siga o cotidiano da vida, com o trabalho engrandecedor, convivência com pessoas, planejamento de novos sonhos materiais e chegar no fim do dia em casa, olhar para minhas crianças e agradecer a Deus pela oportunidade de, através delas, ter percorrido e chegado até aqui. 

Esta força impulsionadora é única!

L.


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