Enfim... 29!

07:48

Atibaia, 16 de setembro de 2014. 

Chegou o meu dia. Ontem, sentei enfrente ao computador. Tantos pensamentos fora de ordem, tantas coisas para colocar pra fora e quando tentei, pluft! Não saia nada. 
Depois de uma noite maldormida olhando o tempo todo a câmera da babá eletrônica por causa da tosse do Beni, acordar e ganhar o sorriso do meu filho é realmente, o maior presente da vida. 
Mas a gratidão vai muito acima disso. 
Hoje, um dia de reflexão e - pasmem! - ainda mais reclusão. 
Fechamento de um ciclo. Mais uma página do meu livro da vida pronto pra que eu escreva experiências das minhas escolhas... escolhas, ó escolhas! 
A vida é tão antagônica. Uma montanha russa tão grande. 
Nesses 29 anos de vida, desde sempre, tive muito, muito amor dentro do meu coração.
E uma quietude quase estranha. 
Minha terapeuta diz que, apesar de ser tão sensível, sou racional por conta disso. 
Por essa análise de prós e contras, por tanto pensar, por tanto sentir. 
Nunca saberei se isso é bom ou ruim. Não sei ser de outro jeito. 
Levo com afinco o que Osho um dia disse: "Opte por aquilo que faz seu coração vibrar, apesar das consequências". Já sofri consequências difíceis, mas todas elas me fizeram quem sou. 
Por isso, me sinto completamente feliz com as minhas escolhas. 
Tem dias que eu tento imaginar "como seria se...". E me imagino dentro de um filme sendo outra personagem. Não me preenche. 

Tenho lá minhas tantas manias. Quem não tem? 
Isso faz de mim única. Gosto dessas particularidades. 
Sou muitas em uma. Li, Lili, Liloca, Lilinha, Lilis, Duri, Coisinha, Flor Amada... cada um me nomeia de uma forma. Adoro dormir de lado com as duas mãos juntas no queixo. O Lu diz que pareço um louva-deus. 
Sou virginiana, e meu lado perfeccionista fica no trabalho. Sou exageradamente organizada. Isso irrita um pouco as pessoas que trabalham comigo, confesso. Também prefiro papeis ao computador. Na escola, o Daniel me chama de 'burocrata'. Pensando bem, acho que até nisso eu busco segurança. Sistemas computadorizados falham. Nossa escrita está lá, sempre disponível, a quem quer que seja... 
Na TPM, costumo ficar realmente irritada. Não sou fã de doce, mas não deixo faltar um "Crunch" para as horas de emergência. Não gosto de falar no telefone; isso é o fator número um de brigas dos meus amigos comigo. (O melhor disso tudo? Eles não deixam de me amar por isso!). 
Desde pequena, gostava de escrever. Meus diários eram completos, com detalhes, papeis de bala, chicletes, entradas de cinema, confete, pulseiras de baladinha... nada passava em branco.
Com sete anos, fugia pra cima da árvore da praça perto de casa para ficar observando as pessoas... ou dormir! Duas coisas que eu amo! 
Aos 10, dei meu primeiro beijo. 
Aos 11, eu já saía para as baladinhas. E como sempre fui precoce, quando os garotos chegavam perto de mim pra "ficar" comigo, metia logo um soco! Hahahaha, que absurdo! Queria mais era me divertir, dançar forró ou as coreografias de axé! 
Não tenho muitos casos amorosos. Mas vivi com intensidade todos eles. 
Encontrei a minha paz quando conheci o Lu. Somos tão antagônicos e tão completos. 
Descobri que minha polaridade é yin e a dele yang. Temos muito ainda que praticar juntos e evoluir nesta vida. Que Deus abençoe nossos caminhos. 
Tenho mania de ver desenho em nuvens mesmo antes de Amélie Poulain. 
Depois que Benício nasceu, passei a cantar no chuveiro. Isso me fez mais feliz! :) 
Mentalmente, dou socos imaginários em algo para 'liberar' a raiva que sinto em alguma situação. 
Minha particularidade mais estranha: eu amo água de azeitona. (Agora você lê e pensa - éca! Eu sei, já estou acostuma.Continuo amando mesmo assim). 
Já fiz GRANDES amigos virtualmente. 
Tenho este blog como a minha fonte de paz. É o meu refúgio escrever nele. 
DETESTO discutir relação. Fujo de uma briga como 'o diabo foge da cruz'. 
Choro lendo livros. Algumas vezes, compulsivamente. Viro uma personagem oculta em cada um deles. Alguns me esgotam tanto emocionalmente que preciso de uma pausa para retomar, tamanho envolvimento. É como se eu vivesse dentro daquele cenário. Acredite ou não, esta é uma forma de eu tirar algumas lições da vida. As ficções se tornam reais com as minhas conclusões e novos atos de viver a partir de então. 
Acredito fielmente que NADA que chega até nós, chega em vão. Tem sempre aquela mensagem subliminar escondida nas entrelinhas. 
Minha religião é espírita, mas amo tudo que faz bem. Recorro às simpatias, aos banhos de ervas, benzimento. Atualmente, tenho lido muito sobre o Budismo, e tentado praticar seus ensinamentos. 
Acredito em horóscopo diário quando me convém. Sou virginiana com lua e sol em virgem. 
Meu horóscopo chinês é boi. 
Pode estar o calor que for, não abro mão de dormir de edredon. 
No café da manhã, como só pão com manteiga e café com leite. Nada de queijos, geleias e afins. "O simples me encanta". Adoro pão murcho e coca-cola sem gás. Por causa disso, o Lu me chama de 'baixo custo'. 
Tenho um risco no nariz porque chupava o dedo e com o resto da mão pressionava o nariz pra cima. Ficava tipo um 'porquinho' - hahaha. 
Sou apaixonada pelas pessoas que não tem medo de falar e demonstrar sentimentos. Elas me encantam! E são tão raras hoje em dia... 

No ano que ficou pra trás, realizei três dos meus grandes sonhos: casar sob as bênçãos de Deus e dos amigos, conhecer a Europa e me tornar mãe. 

Ainda tem muitos pela frente para realizar. Hoje, os mais latentes são:
  • Escrever e publicar um livro; 
  • Ter um motor home para viajar e curtir minha família;
  • Fazer faculdade de Psicologia;
  • Ajudar pessoas com as palavras.
Agradeço a Deus por todas as experiências vividas, por todos os encontros, desencontros e reencontros que a vida me proporcionou, que me transformaram, me reinventaram, me ajudaram, me decepcionaram, me reergueram. 
Agradeço pela família que escolhi voltar. Por ter a confiança de meus pais e por ter certeza que eles são meus grandes amigos e maiores torcedores de minha felicidade. 
Agradeço pela família que construí, pelo encontro inesperado com o Lu, pelas tantas dúvidas, incertezas e perrengues que já passamos e ainda vamos passar... mas especialmente, pelo amor que temos experimentado deste que escolhemos ficar juntos, por opção. "Liberdade na vida é ter um amor para se prender" - Carpinejar. Agradecimento especial ao meu filho Benício, luz dos meus dias, alegria da minha alma, meu coração fora do corpo. Que o Universo me guie e me faça instrumento de amor e bondade para o meu filho. Que ele viva uma vida de paz e harmonia, com muita saúde e sabendo que o mais importante nesta vida é o que vem de dentro. "Só se vê bem com o coração..."
Agradeço agora, pelos meus amigos, que me aceitam como sou, que fazem de mim uma pessoa melhor, que me ajudam nos momentos de crise, que me dão colo nos momentos de tristeza, que comemoram comigo nos momentos de alegria e plenitude e com quem sou imensamente feliz por compartilhar de forma escancarada a minha vida. "Entenda que amigos vão e vem, mas nunca abra mão de uns poucos e bons". Graças a Deus, estes poucos e bons me acompanham por toda a vida, desde pequena. 
Não dá pra pensar que me faltam sorte e bênçãos nesta vida. 
Sou uma pessoa muito privilegiada. 

Venha, meu ano bom. Venha com calma, serenidade e paz. Traga a fé que preciso, as decisões sensatas, o caminho do bem. Que neste ano, mais do que nunca, eu me desapegue cada vez mais do que é material e entre cada vez mais em contato com o meu interior, encontrando a resposta a todas as minhas perguntas e conseguindo ajudar quem de mim precisar. 
Que não falte saúde, disposição e claro, AMOR. 

Obrigada meu Deus. 
Obrigada, VIDA! 
É bom demais viver... 



Meu beijo, 
Lillica. 

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